terça-feira, 26 de abril de 2011

Marketing 2 - G1 - Terceira parte


Gente, essa é a terceira e última parte da matéria pra G1. Não escrevi muito no caderno, por isso não tem grandes comentários... mas enfim, é isso ai, boa prova amanhã para todos nós! E que Deus e o Bernardo tenha misericórdia das nossas jovens almas! hahahahahahaha

O COMPOSTO DE PRODUTO


O produto é o que atende ao ser humano.

O EXEMPLO REVLON



O produto é vendido por aquilo que ele proporciona.

Num perfume o aroma pode ser o último elemento desenvolvido. Antigamente fazia-se perfume pelo aroma.


Primeiro são pesquisados “os sentimentos que as mulheres têm sobre elas próprias e seu relacionamento com as outras pessoas”.

Em seguida criam-se e testam-se conceitos de perfumes que se adaptem à mudança nos valores, desejos e estilo de vida das mulheres.

Quando se descobre um conceito novo e promissor é criado um aroma que se adapte a ele.

Ex: Charlie, anos 70, primeiro ligado à idéia de “estilo de vida”, tornou-se o perfume mais vendido no mundo . A mensagem era a igualdade.

Quando se compra um perfume, compra-se muito mais do que uma simples fragrância.

- A imagem do perfume, suas promessas, seu aroma, seu nome, sua embalagem, a empresa que o fabrica, as lojas o vendem – tudo isto é parte do PRODUTO TOTAL!  - temos que pensar no produto total!

A REVLON vende mais do que o produto tangível, ela vende:

    Um estilo de vida, auto-expressão e exclusividade, realizações, sucesso e status, feminilidade, romance, paixão e fantasia, memórias, esperanças e sonhos.  

- Quando você compra uma broca, você compra um furo na parede, que é aquilo que o produto te proporciona.

O QUE É ENTÃO UM PRODUTO?



Um tênis NIKE, uma aula de ginástica na KS, um show no ATL-Hall, férias em Trancoso, uma pick-up FORD, uma pizza congelada da FINDUS, um walk-man SONY, uma linha celular da TELEFONICA são produtos.


 

PRODUTO



“É qualquer coisa que pode ser oferecida a um mercado para aquisição, atenção, utilização ou consumo e que pode satisfazer um desejo ou necessidade”.

Produtos físicos – automóveis, torradeiras, calçados, ovos e livros.

Produtos serviços – corte de cabelo, viagem de ônibus, consertos, pacotes de turismo.

Produtos pessoas – candidatos políticos (damos atenção, votamos neles e apoiamos seus programas).

Produto local – Búzios, Barra da Tijuca, Angra dos Reis (compramos terras ou passamos as férias).

Produto organização – Cruz Vermelha, Greenpeace, Polícia, Igreja (sentimento positivo e apoio).

Produto idéia – campanhas da Aids, alimentação saudável, direção com segurança, religiosas (adotar o comportamento associado à idéia e promovê-la para outras pessoas).


OS PLANEJADORES DE PRODUTO DEVEM PENSAR SOBRE O PRODUTO EM TRÊS NÍVEIS:

1)    PRODUTO BÁSICO
“O que o comprador está realmente adquirindo?”

Serviços de solução de problemas ou benefício básicos que o consumidor obtém quando compra um produto.
     
     Batom – não se compra uma cor e sim esperança.
     Brocas – não se compra brocas de ¼, e sim buracos de ¼.

     O primeiro passo do planejamento de um produto é definir os benefícios básicos que o produto proporcionará aos consumidores.


2)    PRODUTO REAL (tangível) – a partir do básico.

Podem ter até cinco características:

Nível de qualidade
Aspectos (características)              Para proporcionar o benefício
Estilo                                                            básico
Nome de marca
Embalagem


Ex: Sony Handcam Camcorder
      Registros de momentos importantes de forma conveniente e  de alta qualidade.

3)    PRODUTO AMPLIADO – Em torno do produto básico e real.

Oferecer serviços e benefícios adicionais para o consumidor”.

Câmara Sony:
. proporcionar solução completa para os problemas de registro de imagens.
. garantia para peças e manutenção.
. cursos gratuitos sobre o manuseio.
. serviços rápidos de assistência.
. número para ligações gratuitas no caso de problemas ou dúvidas.

Todos os acréscimos são partes importantes do produto total.

O produto é mais do que um simples conjunto de aspectos tangíveis, alguns nem mesmo os têm: exame médico, corte de cabelo, entre outros.

O que o consumidor percebe? – Tende a ver produto como um conjunto complexo de benefícios que satisfazem suas necessidades.

AGRUPAMENTO DE PRODUTOS

O processo de comercialização emprega a técnica de agrupamento de produtos com o intuito de padronizar a oferta e a procura.
a)     Conglomeração – Reunião para atender as necessidades do consumidor. – são segmentos heterogêneos de oferta, de demanda. Ex: loja de departamento
b)    Sortimento – Reunião de dois ou mais produtos que se complementam. – vende apenas 1 tipo de produto. Ex: casa das madeiras – só vende madeira.


DESENVOLVIMENTO DE UM PRODUTO


1)       Identificar as necessidades básicas dos consumidores que o produto irá satisfazer. – produto básico
2)       Projetar o produto real. – produto real
3)       Descobrir formas de ampliá-lo de modo a criar um conjunto de benefícios que irá satisfazer os consumidores.  – produto ampliado, pois o mercado é comparativo.

No mercado competitivo dos países desenvolvidos a competição acontece ao nível do produto ampliado. – A batalha não é de produtos, é de categorias. Você não quer ver 1 milhão de biscoitos, e sim quer ter poucas opções, pra escolher apenas 1.

Não basta apenas satisfazer é preciso encantar.

Bombons de boa noite nos travesseiros dos quartos de hotéis.
Um aparelho DVD com discos opcionais. – tem que surpreender, entusiasmar e encantar!!


“DESEJAMOS TRATÁ-LO DE UMA MANEIRA ESPECIAL”

Porém cada iniciativa representa um  custo adicional.

O problema é saber se os consumidores irão pagar para cobrir os custos adicionais.

ATENÇÃO: Benefícios ampliados tornam-se benefícios esperados.

Hóspedes do hotel esperam TV a cabo, produtos de toillete etc.


PROBLEMAS:
1)    Descobrir novos aspectos e benefícios para distinguir suas ofertas.
2)    À medida que as empresas elevam os preços de seus produtos ampliados, abre-se a possibilidade de um concorrente oferecer um produto mais básico, a um preço muito menor.  - Tem que aprender a posicionar de acordo com cada mercado. Os mercados são dinâmicos. Trade up -

Ex: hotéis de luxo  -  hotéis básicos.



CLASSIFICAÇÃO DOS PRODUTOS:

Bens duráveis, não duráveis e serviços.

                                                           de impulso
Bens de consumo: de conveniência   de primeira necessidade
                                                           de emergência
                              de compra comparado   uniformes
                                                                    não uniformes
                               especiais
                                         não procurados
Bens industriais: industriais propriamente ditos
                            materiais e peças
                                      de capital
                                      suprimentos e serviços 

CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DOS COMPRADORES

-Quando são feitas as compras: Mês, Semana, Estação, Dia da semana.
-Razões da compra: Utilidades óbvias, Razões psicológicas, Uso principal e secundário.
-Classificação sociopsicológica dos compradores: Classe social, Diferenças de valor, Introvertidos, extrovertidos, outros.
-Influências na compra:
Quem usa o produto, quem compra o produto, quem influencia a compra.
-Como são feitas as compras: Compra por impulso ou pedido de marca determinada, Tamanho das unidades compradas, Nº de unidades compradas, Freqüência de compra.



DECISÕES SOBRE PRODUTOS INDIVIDUAIS

-       DECISÕES SOBRE OS ATRIBUTOS DO PRODUTO:

Qualidade do produto.

Escolher o nível de qualidade é uma das principais ferramentas de posicionamento.     

Qualidade é a capacidade de desempenhar as suas funções. Inclui durabilidade geral, confiabilidade, precisão, facilidade de operação e reparos, e outros atributos valiosos.

Alguns atributos podem ser mensurados, porém, do ponto de vista do Marketing, a qualidade deve ser mensurada em termos de percepção do comprador. – tem que agir conforme a percepção do consumidor quanto a qualidade.

Qualidade não é só melhor controle e reduzir defeitos . Seu gerenciamento estratégico é mais do que isto. É obter vantagens sobre os concorrentes oferecendo melhor atendimento das necessidades e preferências por qualidade.

“QUALIDADE NÃO É PROBLEMA É UMA OPORTUNIDADE COMPETITIVA”.

HÁ GRANDE INTERESSE DO CONSUMIDOR POR QUALIDADE.

Pesquisa recente mostra que as empresas de maior índice de crescimento e lucro são as que proporcionam maior valor para os consumidores, ao invés de produtos de menor custo.

Não basta ter somente qualidade, é preciso comunicar a qualidade do produto não só pela sua aparência, mas através dos outros elementos do MKT mix.

Qualidade não é valor absoluto. Devemos escolher o nível de qualidade que atenda ao mercado alvo nas suas necessidades e nos níveis de qualidade da concorrência.


ASPECTOS DO PRODUTO 

Um produto pode ser oferecido com vários aspectos.

Despido é o ponto de partida.

Pode-se criar modelos de alto nível adicionando aspectos.

Inovação de novos aspectos é uma forte arma competitiva.

Identificar novos aspectos e decidir quais adicionar ao produto.

Que aspectos os consumidores valorizam e quais valorizam pouco?

Os que os consumidores atribuem alto valor em relação aos custos devem ser acrescentados.



 

 

DESIGN DO PRODUTO:



O design conquista atenção e vendas.

O design é mais amplo que o estilo. Estilo é somente a aparência.

Design é forma e função, qualidade e estilo, arte e engenharia.

O design deve  atrair atenção
                         melhorar o desempenho
                                 reduzir custos
                                 dar ao produto uma grande vantagem competitiva


DECISÕES SOBRE MARCA:
                                 
A marca é vista pelo consumidor como uma parte importante do produto.

Pode adicionar valor a um produto.

Desenvolver um produto com uma marca requer investimentos de Marketing a longo prazo.

Muitos preferem produzir produtos e deixar que os outros adicionem a marca.

Por outro lado o poder está nas mãos de quem controla a marca.

Os consumidores são leais a marcas e não aos fabricantes.

Marcas poderosas têm a franquia do consumidor, mesmo com ofertas promocionais dos concorrentes os consumidores não trocam de produto.
Ex: Nescau, tubos Tigre.

Marca é um nome, termo, signo, símbolo ou design, ou uma combinação de todos. Tem como função identificar os bens ou serviços e diferenciá-los dos oferecidos pelos concorrentes.

Nome de marca é parte da marca que pode ser verbalizada. 

Signo de uma marca (logomarca) é a parte da marca que pode ser reconhecida, mas não é verbalizável tal como símbolo, design, cor ou letras distintas.

Marca registrada é a marca sobre proteção legal de uso.

Copyright – é o direito de reproduzir uma obra artística, literária ou musical.


DECISÕES DE MARCA:

Primeiro deve-se decidir pela colocação ou não de uma marca no seu produto.

Praticamente nada existe sem uma marca.

Porém, existe um retorno à política de produtos sem marca para certos bens de consumo (produto genérico).

A intenção é reduzir preços para o consumidor.



Por que criar uma marca?
Quem se beneficia?
Como se beneficia e a que custo?


As marcas auxiliam muito aos compradores.

A escolha pela marca permite obter-se a mesma qualidade toda a vez que se compra o produto.

Aumenta a eficiência das pessoas que compram. Tempo de escolha, escolha seletiva, por atributos conhecidos.

Ajuda a chamar a atenção para novos produtos que podem beneficiá-lo.

A marca é a base da história sobre as qualidades do novo produto, que pode ser construída.

A marca traz vantagens ao vendedor:

Ajuda a processar pedidos.
Proporciona proteção legal de aspectos de um produto.
Permite atrair um grupo leal e lucrativo de consumidores.
Permite segmentar o mercado.

A marca beneficia a sociedade:

Melhora a qualidade dos produtos.
    Aumenta o nível de inovação.
    Confere maior variedade e escolha para o consumidor.
    Aumenta a eficiência do comprador porque proporciona um volume maior de informações sobre produto e onde encontrá-lo.


DECISÃO SOBRE O PATROCÍNIO DE MARCAS.

O fabricante tem três opções:

1)    marca do fabricante (marca nacional)
2)    marca privada (marca do intermediário)
3)    marcas mistas (parte sob marca própria e parte sob marcas privadas)

   O desenvolvimento de marcas privadas é lucrativo.
   Permite contratar produção a unidades fabris com ociosidade.
   Fideliza o consumidor ao varejo.
   Somente o seu varejo beneficia-se da promoção.
   Produtos exclusivos do varejo, o que gera mais tráfego.


   A concorrência entre as marcas do fabricante e as privadas é conhecida como a “BATALHA DAS MARCAS”.


     Os intermediários têm muitas vantagens:
-       controlam o espaço em gôndola;
-       controlam o estoque;
-       colocam à venda as suas marcas com menores preços.

Os fabricantes nacionais estão ficando frustados:

-       fazem altos investimentos em propaganda e promoção na tentativa de criarem uma forte concorrência, tornando os seus preços mais elevados para cobrir os custos de promoção.
-       os grandes varejistas pressionam os fabricantes para que invistam mais recursos promocionais, em permissões comerciais e acordos, oferecendo em troca espaço adequado nas lojas. Assim, provocam uma redução nos recursos para promoção dirigida aos consumidores, fragilizando a liderança de suas marcas.


DECISÕES SOBRE MARCAS DE FAMÍLIA.   

Fabricantes que criam marcas para seus produtos têm quatro alternativas:

1)    marcas nominais individuais (Crest, Pampers);
2)    um nome de família geral para todos os produtos (GE);
3)    nomes de família separados para todos os produtos (Craftsman);
4)    marca registrada da empresa combinada com nomes individuais (Corn Flakes da Kellogg’s).

Vantagens:

1)    o fracasso não prejudica a empresa;
2)    menor custo de introdução e mais vendas caso a empresa tenha bom nome;
3)    caracterizar linhas diferentes de família e de qualidade;
4)    acrescentar reputação ao produto.  

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